Travestis impedidas com violência de trabalharem na Orla de Salvador.

Um suposto militar da Aeronáutica, não quer a presença delas no local.

Salvador, 2 de Fevereiro de 2022

Uma denúncia feita ao Grupo Gay da Bahia (GGB), nessa noite de terça-feira, 1, pela travesti profissional do sexo que se identificou como Arielly Michely Santos da Silva, 29 anos, relatando violências sofridas por um suposto homem militar da Aeronáutica que vem atuando na Orla, só ou acompanhado, para praticar violências contra as profissionais do sexo.

Arielly relata que estava na Avenida Oceânica, na altura do Bairro de Itapuã, quando foi surpreendida pelo oficial que, com uma barra de ferro na mão, começou a lhe agredir, causando ferimentos na sua coxa, intimidando-a para que ela deixasse o lugar, denominado como “ponto”.

As travestis profissionais do sexo sempre trabalharam nesta área da Orla, preferido por elas por não ter fluxo de familiares e ser uma via urbana de acesso rápido.

A travesti agente comunitária de saúde, Ranela Márcia, relatou ao GGB, no último dia 28 de janeiro, que foi impedida de realizar as ações de prevenção do projeto PrEP trans de Profilaxia Pré-Exposição.
“Nós viemos realizar uma ação, estamos praticamente cercadas pelo pessoal da Vila Militar, que estão agredindo as meninas que trabalham na rua”, conta Ranela. Ainda segundo ela, “a rua é pública e não tem nenhuma casa com porta para a Orla, além de ter um muro de cerca de 2 metros”, conclui Ranela Márcia, informando ainda que a situação já foi informada à 12ª Delegacia de Polícia Civil, indicando o nome do agressor, suposto oficial da Aeronáutica, e nenhuma providência foi tomada até agora.

O Grupo Gay da Bahia se coloca do lado das profissionais do sexo, sobretudo porque o cidadão é livre, inclusive para se prostituir. O GGB considera que as travestis estão sendo vítimas de transfobia por parte dos agressores, especialmente porque a atividade não é realizada na presença das famílias, e sim em um via pública de acesso rápido.

A entidade oferece denúncias a Aeronáutica, ao Ministério Público da Bahia para apurar a situação, porque tem o entendimento de que agressão a um grupo de mulheres travestis que estão se prostituindo tem relação com a condição social delas.

O GGB não ouviu a outra parte por não ter o contato.

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